Como Usar
Liste cada dívida com seu saldo atual, taxa de juros anual e valor atual da prestação mínima.
Insira qualquer valor extra mensal que você pode destinar ao pagamento de dívidas além dos mínimos.
Escolha uma estratégia: avalanche (maior taxa de juros primeiro) ou bola de neve (menor saldo primeiro).
Analise a data de quitação e o total de juros de cada estratégia para ver qual economiza mais.
Ajuste o valor extra para ver como pequenos aumentos mudam drasticamente o prazo e o total de juros.
O Que É Esta Ferramenta?
Uma calculadora de quitação de dívidas mostra quanto tempo levará para eliminar suas dívidas e quanto de juros você pagará com diferentes estratégias de pagamento. Os dois métodos mais comuns são: o método avalanche, que prioriza a dívida com maior taxa de juros (matematicamente ótimo - minimiza o total de juros pagos), e o método bola de neve, que prioriza o menor saldo devedor (psicologicamente motivador - pequenas vitórias criam impulso). O custo real de pagar apenas o mínimo é muitas vezes o resultado mais revelador desta calculadora. Em um cartão de crédito com saldo de R$ 5.000 a 15% ao mês, pagar apenas o mínimo pode levar mais de 10 anos e custar mais em juros do que o saldo original.
Por Que Isso Importa?
A diferença entre pagar apenas o mínimo e adicionar mesmo R$ 100 extras por mês pode significar anos de dívida e milhares de reais a mais em juros. No Brasil, com taxas de cartão de crédito que podem superar 300% ao ano, o impacto dos juros compostos é ainda mais severo do que em outros países. Ver uma data concreta de quitação e um valor em reais para o total de juros torna o custo real visível de uma forma que porcentagens abstratas de juros não conseguem. Essa visibilidade costuma ser o que motiva a ação real.
Exemplo prático: fixar o valor da parcela
Pegue um saldo de cartão de R$ 5.000 a 8% ao mês (uma taxa típica de parcelamento de fatura). Se você pagar sempre só o mínimo - que começa perto de R$ 500 e vai encolhendo junto com o saldo - a quitação se arrasta por anos e o total de juros acaba maior que os R$ 5.000 originais, porque a maior parte de cada pagamento vira encargo. Fixe a parcela em cerca de R$ 700 por mês e o saldo zera em cerca de um ano, com aproximadamente R$ 2.700 de juros. Suba para R$ 1.200 por mês e a dívida acaba em cerca de seis meses, com cerca de R$ 1.300 de juros. O erro comum é pagar o mínimo mais o dinheiro que sobrar; um reforço irregular ajuda muito menos do que uma parcela fixa e maior que você agenda e trata como qualquer outra conta.